domingo, 27 de julho de 2008

Por que a simplicidade está tão incomum?

A mocinha disse à servente que não entraria naquele banheiro em cujo sanitário haviam jogado papel higiênico, caso contrário, esta poderia imaginar que aquela havia sido a responsável pelo “incidente”. E a servente não conseguiu conter o riso por mais de meia hora...


Iria você estranhar se seu novo vizinho o saudasse desta maneira:

-Boa noite! Como se passou sua semana? Gostaria que, se você de mim precisasse, soubesse que farei o possível para lhe ajudar!

E, ao encerrar tal fala, lhe mostrasse um sorriso no rosto?

A maioria das pessoas responderia “sim”, certamente...

Poderia ser este um ato espontâneo, de alguém gentil?

Certamente sim... Apesar disso, costuma-se estranhar simples coisas como estas...

Se algum desconhecido lhe sugerisse – Por favor!!! Olhe, olhe atenciosamente o céu! Veja o quão hoje ele está bonito! Não perca esta única oportunidade na vida! – de que forma sua pessoa reagiria?

Gastamos energia intelectual e emocional (ou seria tempo e dinheiro? tempo é dinheiro?), planejando a roupa a ser usada em tal ocasião, a demissão/admissião de um empregado, a hora de comparecer a uma reunião da empresa...

Tanto maior a importância atribuída a tais valores, menor à “simplicidade”.

Foi posto de lado o fato de que o orvalho presente em uma folha ao amanhecer do dia tem uma beleza impressionante, incrível, e, para os mais afeiçoados a essa linguagem: impagável. Tela no mundo não há mais valiosa, asseguro-lhe!

Considerações como esta são uma verdade. Podem ser constatadas, e a condição suficiente é a observação. Simplesmente!

Fosse você a servente, como reagiria? Similarmente? Ou... Um riso incontido... Um novo sentido...


sábado, 26 de julho de 2008

...por enquanto...


Sofro.

Não obstante, por vezes penso que convém. Parece loucura (o que não me importa, até porque valorizo a loucura); no entanto, de fato, não o é. Senão, vejamos.

É natural. Assim, me incluo entre todos os outros.

É humano. Me aproximo de quem, em um futuro relativamente próximo, pretendo indicar algumas possibilidades.

É nobre, justificando-se essa observação per si.

É precioso. Some-se à exposição acima o fato de que a tristeza prévia nos faz realmente alegres quando um fato feliz nos surpreende.

Sofro.

E espero o futuro.

Felizmente.

domingo, 20 de julho de 2008

Eu.


Me descubra. Ou não me descubra. Ou se perca.

Eu estou em cada um dos meus amigos. Eu estou em meu pai e em minha mãe. E em minha irmã.

Eu estou no que eu faça.. com amor. Estou no que “gasto” tempo.

Estou onde estou. “A minha casa é um espelho.” Como gosto!

Estou em você (assim escolhi porque você está em mim).

Sou o que faço. Amo.Vivo.


sábado, 12 de julho de 2008

Não descansada

Atualmente, minha felicidade constitui-se em viver cada dia imensamente.
Sem valor é deitar-me após um dia exaustivo até a última gota.
Cansada até o dedo mindinho do pé esquerdo.
Ser inteiramente consumida. Pela medicina. Pela academia. Pelos amigos. Pela observação incansável sobre os que me cercam.

Assim.


Clotilde, 12 de julho de 2008.

De: Vinícius Para: Clotilde


"Vire essa folha do livro e se esqueça de mim

Finja que o amor acabou e se esqueça de mim
Você não compreendeu que o ciúme é um mal de raiz
E que ter medo de amar não faz ninguém feliz

Agora vá sua vida como você quer
Porém, não se surpreenda se uma outra mulher
Nascer de mim, como do deserto uma flor
E compreender que o ciúme é o perfume do amor"



Música de Vinícius de Moraes. Escrita para mim. Escrita para nós. Escritas para todas as mulheres existentes no mundo.

Ele sabia como ninguém falar sobre os sentimentos humanos. Especialmente.

domingo, 6 de julho de 2008

Identidade

Nossa identidade é multifatorial!

Assim sendo, deve-se ela, entre outras coisas, às pessoas pertencentes ao nosso convívio.

A minha identidade, afirmo com certeza, se deve grandemente à ela. Pessoa de caráter e personalidade admiráveis. E desse modo certa satisfação me é chegada ao fezer menção a esse fato.

O que eu realmente queria ressaltar, porém, é algo acerca de outro ponto de vista. Não é novidade: o ser humano me encanta! Passei, dia desses, a perceber certo fato que deixou-me surpresa...

Ao estar ao seu lado, sem notar, eu tornava-me mais “liberta”, comunicativa, criativa, espontânea...

Estar ao lado daquela pessoa, a qual cresceu e viveu muitas coisas comigo, após um período de certo distanciamento (ainda que primordialmente apenas do ponto de vista geográfico), me fez sentir coisas encantadoras a respeito especificamente da humanidade em mim existente...

Essa “reaproximação” me permitiu que ao seu lado surgisse em mim, sem que eu percebesse, uma especial espontaneidade... Ao seu lado, eu ME TORNO MAIS EU. A minha personalidade é, de alguma forma, realçada de um modo especial. Encontro-me de maneira mais próxima da minha identidade...

Esse é um dos grande motivos pelos quais eu a amo!