Devo de mim não tomar distância!
Julgava que desta vez fácil seria... ou menos difícil.
De fato não o está sendo.
Pode ser diferente, até admito estar doendo menos. Mas não estou segura de que seja menos complicado de lidar.
Devo segurar minha mão e me manter forte. Diferentemente de há algum tempo, não tenho vontade de chamar alguém para segurar-me. Não! Sei que sou eu quem deve fazer isso, e, definitivamente, o farei!
É preciso que eu escale uma montanha, muito íngreme, e me resgate. É árduo. E no instante em que estou bastante próxima, somente um pequeno deslize faz com que eu retorne a um ponto bem mais baixo. Por isso é que é pesado! Basta um escorregão, e: ... Volto atrás. Não ao início, mas certo é que retrocedo.
Me amo demais e encaro como um paradoxo um estar fraca. Não entendo. Aliás, esse é mais um dos assuntos da vida que não entendo. Foge a uma explicação racional.
Essa fuga... Me deixa tão absurdamente insegura! Sei (não por ter conhecimento, mas pura e simplesmente por intuição) que até mesmo a minha insegurança é de grande valia. No entanto, por colocar em xeque, talvez, algo do meu amor-próprio, é incomensuravelmente desconfortável.
O trem sai dos trilhos os quais tanto esmero dispus ao situá-los num caminho certo. Um certo caminho.
Certamente neste ponto se encontra meu equivoco: não há um caminho certo, e assim é que eu construí todo um lindo... castelo de areia. A primeira afirmação é que já não é verdadeira. E tudo desmorona. Ou quase.
De toda forma farei o que deve ser feito: seguirei rumo ao topo da montanha. Ciente de que várias outras vezes não obedecerei ao planejado. Mas tenho um objetivo a seguir.