Era uma vez uma pequena inseta. Sim, porque era fêmea. E pequena.
Vivia desemocionadamente os seus dias de inseta. A natureza a cada minuto, levava-a aonde ela deveria estar. E havia mil afazeres a cada dia! Não tinha tempo para pensar a inseta. E por isso não pensava. Só vivia.
Só vivia? E poderia ser assim?
Não poderia, mais não havia como ser de outro jeito. Era sem tempo.
Certo dia, consegui dar cabo das milhares de tarefas impostas. E agora? O que fazer? Quem sou eu? Estou cansada!
Cansada de não ter tempo nem para pensar.
Só sei que hoje é o meu dia de gente. Mesmo eu estando assim, meio, ou totalmente perdida. Sem criatividade para compor um texto bonito. Mas hoje é meu dia de gente! Mesmo que para não fazer nada!
Hoje eu quero mesmo um não-ter-nada-o-que-fazer, um não-ter-nada-o-que-pensar!
Mesmo que me custe para isso um não-sei-porque-quero-chorar!