sábado, 26 de abril de 2008

Procura-se uma trilha sonora

foto de: www.fotodependente.com/img4257.htm


A vida é, de fato, a personificação da felicidade.

Assim, a minha existência não poderia contrariar essa verdade.

Ao visitar palavras contidas em um livro, a epifania tomou conta do meu ser. À ela, misturada estava uma nova despedida vespertina do sol. Somou-se, à esse quadro, a constatação de que fatos recentes ocorreram conforme havia planejado (mesmo sem o saber).

De súbito, minha garganta tornou-se mais estreita. Senti algo salgado a escorrer dos meus olhos.

Se algo poderia faltar a esse sublime instante, seria uma música. Na verdade, A música. Qual fosse capaz de sintetizar o momento. De (por que não revela-lhe-ia?!) arte é que eu SOBREvivo.

Ah! UmA música!!!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Lunacy


(o título não tem muito a ver com o texto. Ou tem. Tem a ver comigo)



Ganhei dois presentes hoje!

Dois!

Num só dia!

De duas pesosoas a quem admiro. Um livro e um remédio.


Felicidade. Não tem preço




Clotilde, 17 de abril de 2008

domingo, 6 de abril de 2008

O mundo dá voltas

O mundo dá voltas...


Essa frase já me apresentou, por mais de uma vez, mais de um significado...

Faz parte da minha história de vida.

Além disso

Passei por maus bocados. Minadas completamente estavam minhas forças.

Sinto-me agora uma sobrevivente. Não reclamo. E não me arrependo. Tudo me fortaleceu.

Era desprovida de inteligência (?) Obviamente não.

Mas ela estava bastante escondida.

O mundo dá voltas.

Aqui estou. Alguém especial ao meu lado.

E muito mais. Um mundo a mais. Re-descobri meus amigos. Re-descobri a minha força. DES-cobri-a.

A medicina, cada vez mais, encanta-me. Consome tempo, me é impossibilitado realizar certas atividades de que gosto. Ou não realizar. Ainda assim, amo-a. Não há explicação para amor. Inclusive, o alguém não está bem aqui e não ligou agora. Contudo, não me magoou. Não tenho ciúmes. Não reclamo pelo tempo comprometido. Pelo menos até aqui.

Tenho aquele tempo para o meu querer, do que eu gosto. Ou não tenho, apenas encaixo na minha agenda. Remarco como pacientes, compromissos ou provas por estudar! Por vezes o contrario... a criatividade e o mundo tem que serem afastados de mim, como que arrastados para longe.

Mas está realmente tudo bem. Porque, ao fim do dia, me sinto cansada, mas feliz.

Feliz porque, na verdade, é exatamente disso que gosto. Exatamente dessa falta de tempo, que me faz sentir tão bem quando, finalmente, ao fim do dia, volto para o meu quarto e lembro: o que tinha que ser feito por mim, para os outros e para mim, foi feito. Sem mais forças fisicas, sei: a minha cama me espera para me reconfortar de todos os males que aconteceram. E que lá ficaram. A força fora exaustivamente usada para o bem durante todo o dia.



Clotilde, 06 de abril de 2008