domingo, 14 de dezembro de 2008

Imensidão e vazio

olhares

A vida é tão maior do que a gente imagina...

"Permito-me" não tomar ciência de sua exata dimensão e somente descansar!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Medo

Tenho medo do novo. Muito mais fácil é ficar na mesma posição de sempre, apenas assistindo quem e a quem passa. Sem novidades na minha.

Ir estagiar no hospital e descansar o corpo em casa. A mente quase que não trabalha.

No máximo cuidando para recuperar plenamente a saúde.

Acreditem em mim.

Parece bom, mas não é.

Bom mesmo é ter frio na barriga. É não saber se vou receber mesmo todo o dinheiro, e se as contas irão aumentar. É esquecer para depois lembrar, ou se preocupar por lembrar demais.

É ter que cuidar de um outro alguém.

É mudar tudo. Tudo mesmo.

É não saber o que vai acontecer durante o dia desde a hora em que você acorda.

...

Enquanto espero por isso, não faço coisa alguma...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Intensidade

Esta semana está sendo tão intensa na minha vida como poucas outras. Com dores no corpo, mas com alegria na mente, que chega a viajar a trocentos quilômetros por hora. RE Descobri amizades de valor inenarrável, família que não é família, pai que não é pai, em terra não-nativa.

domingo, 19 de outubro de 2008

...

Interessante seria que a ressaca moral também descesse pelo ralo...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Curiosidade

A curiosidade não matou o gato coisíssima nenhuma!
Ao contrário, o felino tornou-se ainda mais atraente!

Gosto do gosto da curiosidade.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Regras

Regras também são para ser quebradas
Aulas também são para ser gazeadas
Quartos também são para ser desorganizados
Plantões também são para sair mais cedo (mas só às vezes)
Planos também são para não serem realizados
Escalas também são para serem desobedecidas!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Psiquiatria

figurinha da net


Pra deixar registrado no meu querido diário,

Ontem fui a um serviço de psiquiatria! Adorei! Ratifiquei! Serei psiquiatra!

Felicidade!

terça-feira, 30 de setembro de 2008


(foto da internet)

Ao ver essa imagem, pode-se elaborar um mal sentimento acerca da mesma. Tristeza, solidão, melancolia, saudade, ...
No entanto, também pode, de outro ponto de vista, significar algo positivo. Flores. Alegres, companheiras, vida nova.

Não sei precisar como estou. Por vezes, falta-me vontade de sair da cama e me expor a um dia nublado.
Choro ao assistir um bom filme, ouvir uma música a qual possui total harmonia com a letra, além de fazer bem aos ouvidos.

É que viver é tudo isso!
Clotilde, 30 de setembro de 2008

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Aniversário

"Estive fora uns dias"
Há alguns anos não cosigo definir o que sinto no dia no meu aniversário. Melhor assim. Não aprecio coisas bem definidas. Gosto do incerto. Dúvidas. Desafios. Não nego que surja insegurança. Como experimentar o brinquedo mais perigoso d'um parque de diversões: frio na barriga.
Hei de esperar os próximos.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

reticências parte dois

Estou cheia de amor para dar.
Ainda não sei o jeito certo de sublimar e canalizar.
Mas vou descobrir.
E não ficar mendigando por um candidato a quem depositá-lo!

reticências

Briguei com uma amiga. Que seja! Descobri que não era minha amiga!
Estou cheia de provas. Mas ainda consigo sim estudar!
Muito eficiente esse aparelhinho que vocês inventaram chamado telefone! Por apenas 2 ligações, fiquei tão, mas tão feliz!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Tudo a ver Nada a ver

"

Não quero seduzir teu coração turista
Não quero te vender o meu ponto de vista
Eu tive um sonho e há muito não sonhava
Lembranças do futuro que a gente imaginava
Nem sempre foi assim, outro mundo é possível
Pode até ser o fim, mas será que é inevitável?

O tempo parou, feito fotografia
Amarelou tudo que não se movia
O tempo passou, claro que passaria
Como passam as vontades que voltam no outro dia

Eu tive um sonho, o mesmo do outro dia
Lembranças do futuro que a gente merecia

Não vá dizer que eu estou ficando louco
Só porque não consigo odiar ninguém
Do goleiro ao centroavante, do juiz ao presidente
Eu não consigo odiar ninguém"


música de Engenheiros do Hawaii

domingo, 3 de agosto de 2008

Eu.

Sou a pessoa errada

Cometo erros

Por alguns instantes, tenho maus sentimentos acerca da minha mãe e do meu pai

Não aprendo coisas que deveria aprender

Aprendo somente o que quero

Sou difícil, rebelde, às vezes

Não falo o que deveria falar

Falo o que não deveria falar

Magoei alguns amigos

Feri a quem não deveria


No entanto


Está, sim tudo certo

Sou a pessoa certa

Do meu ponto de vista


Porque muitas vezes, acerto

Comigo e com os outros

Tenho raiva, mas passa logo

Não sei se o que não aprendo realmente seja imprescindível

De alguma forma, dependendo da aproximação, sou fácil

Algumas vezes devo mesmo permanecer calada

Outras tantas falo quando devo falar

Peço perdão quando erro

Se não com palavras, com atitudes

Posso também oferecer ajuda e alegria


Está, sim, tudo certo

Pensava ser injusto termos experiência apenas no fim

Mas não assim

Não desse modo

Consigo ver adiante

E isso definitivamente foi um presente valioso que ganhei

Consigo ver adiante

Consigo, sim, pensar como alguém com experiência de vida

Como se, ao contrário, eu estivesse olhando para trás

Dessa forma, posso relevar alguns problemas

Percebendo o quanto eles são pequenos

Insignificantes dentro do contexto disso que é a vida inteira

Isso é um presente!

É um presente conseguir perdoar alguém de algo que me feriu muito

Que quebrou

Mas, ainda assim, é insignificante

Porque todo mundo erra

Erro

E aprendo com os erros

Isso é o que importa

Aprender com os erros

E crescer

E é dessa forma

Que mesmo que seja comum pessoas viverem crises existenciais próximo ao dia do aniversário

Vejo que ganhei um presente

Tão grande

Que mesmo que ainda tenha muito a viver

Não sei se pode haver presente maior

Mas, na verdade, sei que pode


De fato, pode

E vou ganhar

Porque vou me esforçar pra merecer

Outro

E mais outro

Outros


domingo, 27 de julho de 2008

Por que a simplicidade está tão incomum?

A mocinha disse à servente que não entraria naquele banheiro em cujo sanitário haviam jogado papel higiênico, caso contrário, esta poderia imaginar que aquela havia sido a responsável pelo “incidente”. E a servente não conseguiu conter o riso por mais de meia hora...


Iria você estranhar se seu novo vizinho o saudasse desta maneira:

-Boa noite! Como se passou sua semana? Gostaria que, se você de mim precisasse, soubesse que farei o possível para lhe ajudar!

E, ao encerrar tal fala, lhe mostrasse um sorriso no rosto?

A maioria das pessoas responderia “sim”, certamente...

Poderia ser este um ato espontâneo, de alguém gentil?

Certamente sim... Apesar disso, costuma-se estranhar simples coisas como estas...

Se algum desconhecido lhe sugerisse – Por favor!!! Olhe, olhe atenciosamente o céu! Veja o quão hoje ele está bonito! Não perca esta única oportunidade na vida! – de que forma sua pessoa reagiria?

Gastamos energia intelectual e emocional (ou seria tempo e dinheiro? tempo é dinheiro?), planejando a roupa a ser usada em tal ocasião, a demissão/admissião de um empregado, a hora de comparecer a uma reunião da empresa...

Tanto maior a importância atribuída a tais valores, menor à “simplicidade”.

Foi posto de lado o fato de que o orvalho presente em uma folha ao amanhecer do dia tem uma beleza impressionante, incrível, e, para os mais afeiçoados a essa linguagem: impagável. Tela no mundo não há mais valiosa, asseguro-lhe!

Considerações como esta são uma verdade. Podem ser constatadas, e a condição suficiente é a observação. Simplesmente!

Fosse você a servente, como reagiria? Similarmente? Ou... Um riso incontido... Um novo sentido...


sábado, 26 de julho de 2008

...por enquanto...


Sofro.

Não obstante, por vezes penso que convém. Parece loucura (o que não me importa, até porque valorizo a loucura); no entanto, de fato, não o é. Senão, vejamos.

É natural. Assim, me incluo entre todos os outros.

É humano. Me aproximo de quem, em um futuro relativamente próximo, pretendo indicar algumas possibilidades.

É nobre, justificando-se essa observação per si.

É precioso. Some-se à exposição acima o fato de que a tristeza prévia nos faz realmente alegres quando um fato feliz nos surpreende.

Sofro.

E espero o futuro.

Felizmente.

domingo, 20 de julho de 2008

Eu.


Me descubra. Ou não me descubra. Ou se perca.

Eu estou em cada um dos meus amigos. Eu estou em meu pai e em minha mãe. E em minha irmã.

Eu estou no que eu faça.. com amor. Estou no que “gasto” tempo.

Estou onde estou. “A minha casa é um espelho.” Como gosto!

Estou em você (assim escolhi porque você está em mim).

Sou o que faço. Amo.Vivo.


sábado, 12 de julho de 2008

Não descansada

Atualmente, minha felicidade constitui-se em viver cada dia imensamente.
Sem valor é deitar-me após um dia exaustivo até a última gota.
Cansada até o dedo mindinho do pé esquerdo.
Ser inteiramente consumida. Pela medicina. Pela academia. Pelos amigos. Pela observação incansável sobre os que me cercam.

Assim.


Clotilde, 12 de julho de 2008.

De: Vinícius Para: Clotilde


"Vire essa folha do livro e se esqueça de mim

Finja que o amor acabou e se esqueça de mim
Você não compreendeu que o ciúme é um mal de raiz
E que ter medo de amar não faz ninguém feliz

Agora vá sua vida como você quer
Porém, não se surpreenda se uma outra mulher
Nascer de mim, como do deserto uma flor
E compreender que o ciúme é o perfume do amor"



Música de Vinícius de Moraes. Escrita para mim. Escrita para nós. Escritas para todas as mulheres existentes no mundo.

Ele sabia como ninguém falar sobre os sentimentos humanos. Especialmente.

domingo, 6 de julho de 2008

Identidade

Nossa identidade é multifatorial!

Assim sendo, deve-se ela, entre outras coisas, às pessoas pertencentes ao nosso convívio.

A minha identidade, afirmo com certeza, se deve grandemente à ela. Pessoa de caráter e personalidade admiráveis. E desse modo certa satisfação me é chegada ao fezer menção a esse fato.

O que eu realmente queria ressaltar, porém, é algo acerca de outro ponto de vista. Não é novidade: o ser humano me encanta! Passei, dia desses, a perceber certo fato que deixou-me surpresa...

Ao estar ao seu lado, sem notar, eu tornava-me mais “liberta”, comunicativa, criativa, espontânea...

Estar ao lado daquela pessoa, a qual cresceu e viveu muitas coisas comigo, após um período de certo distanciamento (ainda que primordialmente apenas do ponto de vista geográfico), me fez sentir coisas encantadoras a respeito especificamente da humanidade em mim existente...

Essa “reaproximação” me permitiu que ao seu lado surgisse em mim, sem que eu percebesse, uma especial espontaneidade... Ao seu lado, eu ME TORNO MAIS EU. A minha personalidade é, de alguma forma, realçada de um modo especial. Encontro-me de maneira mais próxima da minha identidade...

Esse é um dos grande motivos pelos quais eu a amo!

terça-feira, 24 de junho de 2008

Rumo Certo (?)

Devo de mim não tomar distância!

Julgava que desta vez fácil seria... ou menos difícil.

De fato não o está sendo.

Pode ser diferente, até admito estar doendo menos. Mas não estou segura de que seja menos complicado de lidar.

Devo segurar minha mão e me manter forte. Diferentemente de há algum tempo, não tenho vontade de chamar alguém para segurar-me. Não! Sei que sou eu quem deve fazer isso, e, definitivamente, o farei!

É preciso que eu escale uma montanha, muito íngreme, e me resgate. É árduo. E no instante em que estou bastante próxima, somente um pequeno deslize faz com que eu retorne a um ponto bem mais baixo. Por isso é que é pesado! Basta um escorregão, e: ... Volto atrás. Não ao início, mas certo é que retrocedo.

Me amo demais e encaro como um paradoxo um estar fraca. Não entendo. Aliás, esse é mais um dos assuntos da vida que não entendo. Foge a uma explicação racional.

Essa fuga... Me deixa tão absurdamente insegura! Sei (não por ter conhecimento, mas pura e simplesmente por intuição) que até mesmo a minha insegurança é de grande valia. No entanto, por colocar em xeque, talvez, algo do meu amor-próprio, é incomensuravelmente desconfortável.

O trem sai dos trilhos os quais tanto esmero dispus ao situá-los num caminho certo. Um certo caminho.

Certamente neste ponto se encontra meu equivoco: não há um caminho certo, e assim é que eu construí todo um lindo... castelo de areia. A primeira afirmação é que já não é verdadeira. E tudo desmorona. Ou quase.

De toda forma farei o que deve ser feito: seguirei rumo ao topo da montanha. Ciente de que várias outras vezes não obedecerei ao planejado. Mas tenho um objetivo a seguir.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Dia de gente

Era uma vez uma pequena inseta. Sim, porque era fêmea. E pequena.

Vivia desemocionadamente os seus dias de inseta. A natureza a cada minuto, levava-a aonde ela deveria estar. E havia mil afazeres a cada dia! Não tinha tempo para pensar a inseta. E por isso não pensava. Só vivia.

Só vivia? E poderia ser assim?

Não poderia, mais não havia como ser de outro jeito. Era sem tempo.

Certo dia, consegui dar cabo das milhares de tarefas impostas. E agora? O que fazer? Quem sou eu? Estou cansada!

Cansada de não ter tempo nem para pensar.

Só sei que hoje é o meu dia de gente. Mesmo eu estando assim, meio, ou totalmente perdida. Sem criatividade para compor um texto bonito. Mas hoje é meu dia de gente! Mesmo que para não fazer nada!

Hoje eu quero mesmo um não-ter-nada-o-que-fazer, um não-ter-nada-o-que-pensar!

Mesmo que me custe para isso um não-sei-porque-quero-chorar!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Juntos

E pela manhã...

Noto seu braço em volta de mim. Em parte de mim...

Ao mínimo de seu movimento, dou liberdade a parte de você.

Pensei você poderia querer se soltar.

E volta-se a mim, me abraça forte e me beija. Jeito de me dizer que gosta de mim.

E eu gosto de você.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Aliterariamente

Leitura dos meus últimos tempos aliteraricamente


Vamos tentar...

Tudo é sempre novo. Desde há um já longo tempo atrás. Ínicio do período letivo (que não se leia ínicio do ano – em uma universadade pública da cidade onde moro, esses não são sinônimos).

Descobri que realmente não conhecia pessoas com as quais convivo há mais de 3 anos. São todas mais interessantes do que avaliara. Novos universos. Novos horizontes.

Também verifiquei a existência de um lado negativo em minha pessoa. À primeira demonstração, não deleguei relevância ao fato. No entanto, após o efeito do “anestésico”, vi que não havia feito algo tão bom! Importante, no entanto foi o ocorrido, para me impor limites e para dedicar mais atenção a quem está ao meu lado.

Sei neste momento com o que trabalharei. Algo de que realmente gosto, e talvez, já o sabia, de algum modo, desde há muito tempo, porém não com a certeza de que tenho hoje. Afinal, não estava disposta a me responsabilizar por 40 anos à frente. No entanto, agora estou segura disso. E a dimensão passa a ser bem maior. E o caminho se abre à minha frente. Há desafios (mas não os temo), mas também grandes oportunidades. Começando na sala de aula. Com meu colega. E meu professor.

Os livros também me chegam às mãos. Leio-os avidamente.

Assim como avidamente quero viver a vida. Cheirá-la, Tocá-la, Lê-la (inclusive nas entrelinhas), Ouvi-la, Sentir seu gosto, Apreendê-la! Em todo o tempo e em todas as áreas que me forem concedidas. Porque a minha formação ultimamente tem consumido bastante desse tempo!


Clotilde 16 d maio d 2008




P.S.: texto sem revisão pela autora

sábado, 26 de abril de 2008

Procura-se uma trilha sonora

foto de: www.fotodependente.com/img4257.htm


A vida é, de fato, a personificação da felicidade.

Assim, a minha existência não poderia contrariar essa verdade.

Ao visitar palavras contidas em um livro, a epifania tomou conta do meu ser. À ela, misturada estava uma nova despedida vespertina do sol. Somou-se, à esse quadro, a constatação de que fatos recentes ocorreram conforme havia planejado (mesmo sem o saber).

De súbito, minha garganta tornou-se mais estreita. Senti algo salgado a escorrer dos meus olhos.

Se algo poderia faltar a esse sublime instante, seria uma música. Na verdade, A música. Qual fosse capaz de sintetizar o momento. De (por que não revela-lhe-ia?!) arte é que eu SOBREvivo.

Ah! UmA música!!!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Lunacy


(o título não tem muito a ver com o texto. Ou tem. Tem a ver comigo)



Ganhei dois presentes hoje!

Dois!

Num só dia!

De duas pesosoas a quem admiro. Um livro e um remédio.


Felicidade. Não tem preço




Clotilde, 17 de abril de 2008

domingo, 6 de abril de 2008

O mundo dá voltas

O mundo dá voltas...


Essa frase já me apresentou, por mais de uma vez, mais de um significado...

Faz parte da minha história de vida.

Além disso

Passei por maus bocados. Minadas completamente estavam minhas forças.

Sinto-me agora uma sobrevivente. Não reclamo. E não me arrependo. Tudo me fortaleceu.

Era desprovida de inteligência (?) Obviamente não.

Mas ela estava bastante escondida.

O mundo dá voltas.

Aqui estou. Alguém especial ao meu lado.

E muito mais. Um mundo a mais. Re-descobri meus amigos. Re-descobri a minha força. DES-cobri-a.

A medicina, cada vez mais, encanta-me. Consome tempo, me é impossibilitado realizar certas atividades de que gosto. Ou não realizar. Ainda assim, amo-a. Não há explicação para amor. Inclusive, o alguém não está bem aqui e não ligou agora. Contudo, não me magoou. Não tenho ciúmes. Não reclamo pelo tempo comprometido. Pelo menos até aqui.

Tenho aquele tempo para o meu querer, do que eu gosto. Ou não tenho, apenas encaixo na minha agenda. Remarco como pacientes, compromissos ou provas por estudar! Por vezes o contrario... a criatividade e o mundo tem que serem afastados de mim, como que arrastados para longe.

Mas está realmente tudo bem. Porque, ao fim do dia, me sinto cansada, mas feliz.

Feliz porque, na verdade, é exatamente disso que gosto. Exatamente dessa falta de tempo, que me faz sentir tão bem quando, finalmente, ao fim do dia, volto para o meu quarto e lembro: o que tinha que ser feito por mim, para os outros e para mim, foi feito. Sem mais forças fisicas, sei: a minha cama me espera para me reconfortar de todos os males que aconteceram. E que lá ficaram. A força fora exaustivamente usada para o bem durante todo o dia.



Clotilde, 06 de abril de 2008

quinta-feira, 27 de março de 2008

Velocidade

Andando rápido eu (re)aprendo a viver. Devagar.

Não tinha ínfimo conhecimento da dimensão de oportunidades que a vida poderia me dar. Ou mesmo já me apresentava, desde sempre. Estava escondida...

De repente, a vontade de aproveitar. Tudo. Um sorriso, uma simulação de um gesto, uma folha a cair da árvore, todo o concreto que me cerca. Novas experiências. Adrenalina.

Mas essencialmente, me mantive, claro! Personalidade. Não se muda. A responsabilidade continua presente. Apenas não me prende mais.

Um sem número de atividades apareceram. Tomei gosto por levá-las adiante. Não de qualquer jeito. Se me disponho a realizar um projeto, esse deve ser bem concluído.

Vivendo um dia de cada vez.

terça-feira, 25 de março de 2008

Pensamentos

Acordar de madrugada. Sem querer. Ansiedade. Felicidade. Simples. Saber que sou e ser feliz. Ocupação de mais. E, algumas vezes, de menos. Aquela amiga. De novo. E nova. Matar a saudade. Dos outros também. Tomar conhecimento de melhoras. Minhas. Incontáveis e incomensuráveis conquistas. Da boca de outro alguém. Os homens são bobos. Mesmo que pensemos o contrário (Às vezes). Ligar. Não ligar. Desligar. O desconhecido traz consigo o medo embutido. Talvez goste de desafios mais do que imaginava. Histaminas liberadas no meu corpo. Ela voltou! Triste, mas eu havia sentido falta. Apoio. Disponho. Para mim e ela. Amizades. Cultivá-las. Eu também. Estudar. Cansativo, porém produtivo. Casa e família: a distância dá nova dimensão de valor. Ser uma mulher melhor. Atenção. Pensamentos.

quinta-feira, 20 de março de 2008

NovIdade


Antes, não me sentia assim. Não sentia.

A vida me surge como após um nascimento. O processo traumático do parto. Vale a pena!

Lá estava, num ambiente agradável... Uma felicidade. Forjada. Presa. Por alguém e, agora sei, por mim.

Era confortável. Sempre havia alguém por perto. Segurança! (?)

Mas não era natural. Ou pelo menos passou a não ser.


Havia uma lacuna.


Ah! Quão importante o sair! Dessa forma, torno-me mais leve, mais inteligente, mais bonita, mais ousada, mais apreciadora das grandes e pequenas belezas da vida... MAIS VIVA! Feliz apesar de, e por causa de, um novo mundo. Frio na barriga... medo... mas as possibilidades são tantas, e chego a sentir-me bem em enfrentá-las. Saber que posso. Ainda que me machuque! Ainda que esteja sujeita a errar muitas outras vezes! A dificuldade apresentada dá ainda um gosto melhor aos objetivos alcançados.


Essa é a minha nova de mim! Vou aproveitá-la. Ao máximo.



terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Porque eu amo meu pai

texto retirado do blog de Fabrício Carpinejar

"Me diga, como é viver com um pai em casa? Como é acordar com sua voz bebendo café, ouvir seu bom-dia atrasado ao serviço? Como é ter um pai entrando no quarto secretamente, para ver se finalmente dormi? Um pai que confere a extensão das cobertas e se as janelas estão fechadas? Um pai que coloca remédio de mosquito e esfrega a manga morna do pijama em minha testa? Como é ter um pai que me acompanha na consulta ao médico? Um pai que assina o boletim? Como é ter um pai perseguindo baratas pela tranqüilidade doméstica? Como é brincar com um pai: aprender a dobradura de papel de chapéu e barcos? Como é ter um pai para perguntar que horas ele voltou do trabalho? Como é empurrar um pai pelos barulhos estranhos no pátio? Como é ter um pai angustiado com a demora materna, e que me dá banho, me oferece janta e esconde sua preocupação? Como é ter um pai para segurar as lâmpadas enquanto ele sobe na escada? Como é ter um pai para se escorar enquanto ensaio a primeira seqüência de passos? Como é andar de bicicleta com um pai? Observar atrás se ele me segue? Como é escutar o ronco terrível do pai e se sentir protegido? Como é ter um pai para reclamar docilmente da mãe, dizer que ela não me entende? Como é ter um pai que não me entende? Como é ter um pai para freqüentar a casa dos avós no final de semana? Como é ter um pai para xingar e logo após reaver a gentileza do abraço? Um pai que estará no seu escritório, num lugar certo, a facilitar minha desculpa? Como é ter um pai para responder com confiança aos seus conhecidos como está meu pai? Um pai para me levar aos jogos de futebol e ocupar o trajeto de volta comentando o resultado? Como é ter um pai para receber presentes de aniversário, e me ajudar a retirar o papel bonito sem estragar? Como é ter um pai para sanar as dúvidas das aulas, as operações difíceis, as curiosidades sobre planetas, estrelas e bichos? Como é ter um pai mais rápido do que o dicionário e que conta o que significa tal palavra? Como é ter um pai com passado? Como é ter um pai chateado, endividado, alinhando contas do que não podemos mais gastar? Como é ter um pai com emprego novo, que não pára de falar das novidades no almoço? Como é ter um pai para pedir o carro emprestado? Um pai para inventar uma mentira e dormir fora de casa? Como é ter um pai aguardando na saída da escola? Como é ter um pai preocupado, confessando que perdeu o sono quando na verdade o esperava na madrugada? Como é ter um pai para me convencer que as dores passam, que amanhã estarei bom, que eu tive coragem? Como é ter um pai a me orientar - de um modo patético - sobre transar com segurança? Como é ter um pai beijando a mãe, sussurrando qualquer coisa que a faça rir, e eu me escondendo para que não me vejam? Como é ter um pai para sair ao cinema, e escorrer pipocas pelas suas mãos? Como é ter um pai para sentir saudade devagarinho, de um dia para outro ou por algumas horas? Como é ter um pai preocupado em fotografar a família nas férias? Como é ter um pai festejando uma promoção com jantar no restaurante predileto e só entender sua alegria? Como é ter um pai histérico, procurando seus óculos, seus livros e cartões extraviados? Como é ter um pai alegando que estava nervoso depois de uma grosseria e compreender que é o máximo que ele se aproximará de um perdão? Como é suportar um pai cantando desafinado suas músicas antigas? Como é ter um pai a me socorrer e convencer a mãe a gostar de minha namorada? Como é sentar no sofá com um pai e assistir um filme reprisado e comentar: “esse eu já vi”: e continuar assistindo a amizade de sentar ao lado dele? Como é ter um pai para ser parecido com ele? Como é ter um pai vibrando com minha aprovação no vestibular, pregando faixas na frente da residência? Como é ter um pai para procurá-lo nas centenas de poltronas da formatura? Como é ter um pai que explica que “as coisas eram diferentes no seu tempo”? Como é ter um pai que não descobriu que envelheceu porque empresto meus olhos da infância? Como é ser espetado no rosto pela barba do pai? Faz coceira, arranha? Sempre quis saber... Me digam, meus filhos, como é ter um pai em casa?"

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

"A nossa velha infância"


Lembranças agradáveis me vieram à mente com esse texto:




"Fez curso de datilografia?
Odiava ou adorava as provas com cheiro de alcool, recem copiadas no mimeografo (usando papel extencil)?
Não ia para a escola no dia do seu aniversario com medo de levar um ovo ou varios na cabeca?
Aumentava o radio quando tocava Barão Vermelho, Engenheiros do Hawai, Paralamas e RPM?
Usava canetão de 10 cores com cheiro?
Viu a Gretchen cantar Conga La Conga, o Ritchie cantar Menina Veneno.
Jogava Enduro e River Raid no Atari? E Master System?
Tentou fazer o break do Michael Jackson?
Brincava de "Estatua", "Batata quente", "Queimada", "Pega-pega","Pique-esconde", "Estrela Nova Cela", "Forca", "Cabra-cega", "Passa Anel", "Boca de Forno", "Amarelinha", "Casamento Atras da Porta" e "STOP"
Tinha Melissinha, botas sete laguas, catina, conga, kichute??? E sabia que o Tênis Montreal era o unico anti-microbio?
Comia "Lollo", antes de se chamar "Milkbar"?
Colecionava papel de carta?
Usou aquelas pulseirinhas de linha ou lã?
E pulava elastico?
Usava aquelas chuquinhas de pano da Pakalolo?
Dançava lambada do Sidney Magal ou do Beto Barbosa? Ou corria pra dancar quando escutava a musica "Chorando se foi, quem um dia so me fez choraaaar..."?
Usou aqueles brilhos labiais que o pote tinha forma de morango? Aqueles brilhos tipo da Moranguinho?
Ploc Gigante? Chupava bala Soft? Bebia Crush? Comia bala Xaxa?
Comprava Dip Lik, Mini-Chiclets e o pirulito que vinha com hélice, pra girar e voar?
Teve o Pequeno Ponei, as Chuquinhas, Ursinhos Carinhosos, Peposo ou a Peposa ou então Lango-Lango?
Tinha os estojos com vaios botoes, com cola, durex, apontador... paraguaio).
Tinha aqueles reloios que vinham com varias pulseiras de cores diferentes para trocar?
Leu a Serie Vaga Lume?
Tinha aquela regua que ão bater no braco se enroscava como uma pulseira, a Bate-Enrola?
Usava aqueles brincos que vinham na cartela e se colava na orelha?
Tinha a mania de dancar Jazz, igual a mulher do Flashdance?
Usou polainas e tinha patins de prender nos tenis?
Colecionava as mini garrafas de refrigerantes??? E a mae dizia que tinha veneno dentro para que a gente não bebesse... E os ioios da Coca-Cola?
Respondia aos Questionarios das colegas??? Normalmente, em um caderno, e a ultima pergunta era... De quem vc gosta? Ou... Deixa uma mensagem para a dona do caderno...
Teve walkman AM/FM amarelo a prova d'agua?
Tem algum CD do Biafra (Essa e a dose)
Usava biquinis "asa delta".
Colecionava os mini dinheiros que vinham dentro do saco de Skiny?
Brincava de Mas ou de Salada mista e pedia um amigo para ver entre os dedos dele, para vc beijar quem vc queria?
Morria de medo de ter um Fofão porque falavam que ele vinha com um Punhal dentro???"




Lembranças dos anos 80..Foram..Não mais voltam..Mas não perdem seu incomensurável valor por terem ido-se. Ao contrário, aparecem recheadas de afeto e sensação de infância bem vivida por 3 irmãs! Risos e comentários ao ler o passado!


Certeza de felicidade!
Imagem: figurinha do balão mágico que peguei na web