domingo, 30 de novembro de 2014

Carta desinteressada.

Ao papai noel. Ou ao papai do céu. Ou outros de bom coração.


Não é sobre presentes, mas sobre pensamentos e sentimentos.
Estou me sentindo sozinho. E estamos e somos todos sozinhos nesse mundo... Mundão de meu Deus! Mas às vezes uso da ilusão de não estar sozinho. Nos momentos em que a vida nos dá a presença de amigos de presente. E como ganhei! Meu Deus, como eu ganhei! Eles estão aqui,na minha lembrança! Mas é tão difícil ficar longe....

Eu já sabia! Sabia e mais uma vez fui teimoso! Ou arrisquei! Ou me permiti! ?

Tinha que mudar! Era o certo a se fazer! Sabia que não ia ser fácil, mas não sabia que ia ser tão, tão difícil! Sem eles eu às vezes não sei quem sou. Perco o rumo "certo" da viagem. Qual é o rumo? Não sei! Na verdade, muito e muito penso, mas não sei O certo!

Eu sei, papai do natal, é que decidi por isso. Sendo assim, sei que devo seguir em frente. E estou cheia de boas e novas bagagens! Sei que sim! Até agradeço, muito, de verdade! Sem esse meu tesouro, eu não teria viajado nem um quarto do caminho...

Mas é tão bom, e tão ruim, ter boas lembranças na memória!!!!

Só quero mesmo é que o meu coração se sossegue um pouco e se recupere logo!

Obrigado pelos presentes!

sábado, 20 de setembro de 2014

"Eis aqui meu segredo 
Que te conto assim sem medo 
E que você precisa saber 
Essa é a hora 
É tão simples minha estória 
Quem sabe possa te convencer 

Você diz que o frio que sente 
É maior que esse mundo 
Onde não há lugar 
Pra quem tem coração 
Cuide bem de você 
E procure entender 
Que você é capaz de ser feliz 

É só me dizer 
O que devo fazer 
Pra curar essa dor 
Deixo tudo pra trás 
Se você me chamar 
Sabe que vou estar 
Perto de você 
Longe nunca mais 

O que ele fez pra você? 
Eu sei que não é fácil esquecer 
Se ele foi tão ruim 
Não vá pensar o mesmo de mim 

Sofrer assim sem merecer 
Ele foi capaz 
Sem compaixão de te prender 
Sem te amar jamais 

É só me dizer 
O que devo fazer 
Pra curar essa dor 
Deixo tudo pra trás 
Se você me chamar 
Sabe que vou estar 
Perto de você 
Longe nunca mais 

Deixa por favor 
Começar o amor 
Eu te mostro a direção 
Pro final feliz 
Que você sempre quis 
Toma aqui meu coração"

sábado, 13 de setembro de 2014

"That I would be good even if I did nothing
That I would be good even if I got the thumbs down
That I would be good if I got and stayed sick
That I would be good even if I gained ten pounds

That I would be fine even if I went bankrupt
That I would be good if I lost my hair and my youth
That I would be great if I was no longer queen
That I would be grand if I was not all knowing

That I would be loved even when I numb myself
That I would be good even when I am overwhelmed
That I would be loved even when I was fuming
That I would be good even if I was clinging

That I would be good even if I lost sanity
That I would be good whether with or without you"

...

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

"VENDE-SE TUDO

No mural do colégio da minha filha encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o que ela tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos. O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento. Uma outra mãe, ao meu lado, comentou:

- Que coisa triste ter que vender tudo que se tem.
- Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida.

Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes. O resto vendi tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa.

Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi. Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante. Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto. Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas.

Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu. No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros.

Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material. Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo. Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar. Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que se torna cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha vida…

Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile. Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio. Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa.

Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde. Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza….só possuímos na vida o que dela pudermos levar ao partir, é melhor refletir e começar a trabalhar o DESAPEGO JÁ!"

Martha Medeiros

sábado, 14 de setembro de 2013

Quero viver outras tristezas
Para esquecer das minhas...

domingo, 23 de junho de 2013

Amando aprender Psiquiatria da Infância e da Adolescência!

E também há A Dádiva em ser uma aprendiz!!

"... Claro que não entendeu. Não falei em entendimento, tem que EXPERIMENTAR os meus trabalhos. É uma língua, Anna Holtz, uma nova língua que estou inventando, para falar das experiências dos homens com Deus. As minhas experiências com Deus. Por isso você foi enviada a mim. Para escrever esta língua. Você é a secretária de Deus. Você lê os lábios Dele para mim."

"... - Está me dizendo que eu preciso escutar o silêncio dentro de mim mesma para poder escutar a música?
- Sim, sim, sim, o SILÊNCIO É A CHAVE. O silêncio entre as notas. Quando este silêncio te envolver... ENTÃO A SUA ALMA PODERÁ CANTAR."

"... Eu adormeci minhas notas para dá-las a você. Você é a chave da minha libertação."

"... Artista é AQUELE QUE CONFIA EM SUA ALMA."

"... - Mas não é você. Você está copiando. SEJA VOCÊ. Seja Anna Holtz.
- Isso é uma coisa ruim?
- O mundo não precisa de outro Beethoven. Precisa de você."


Trechos de O Segredo de Beethoven, q eu selecionei! Lindo! Os grifos são meus.


terça-feira, 24 de julho de 2012

E como cuidar da minha alma? "Bolsa de Grife Vanessa da Mata Comprei uma bolsa de grife Mas ouçam que cara de pau Ela disse que ia me dar amor Acreditei que horror Ela disse que ia me curar a gripe Desconfiei mas comprei Comprei a bolsa cara pra me curar do mal Ela disse que me curava o fogo Achei que era normal Ela disse que gritava e pedia socorro Achei natural Ainda tenho a angustia e a sede A solidão, a gripe e a dor E a sensação de muita tolice Nas prestações que eu pago Pela tal bolsa de grife Nem pensei Impulso Pra sanar um momento Silenciar barulhos Me esqueci de respirar Um, dois, três Eu paro Hoje sei que tenho tudo Será? Escrevi em meu colar Dentro há o que procuro Meu amigo comprou um carro para se curar do mal"